Ama, quieto e em sillêncio.
É tão medroso o amor, que um gesto o esfria e a voz o gela.
Não. O amor não é medroso.
O poeta brinca apenas com a vulnerabilidade do sentidos ao emprestar "O eco" à vida:
"Perguntei á minha vida:
- Como achar a apetecida felicidade absoluta?
E um eco me disse:
- Luta!
Lutei.
- Como hei de a esta pena dar cadência serena que suaviza, embala e encanta?
O eco, então me disse:
- Canta!
Cantei.
- Mas, como, num verso, resumir todo universo que em mim vibra, esplende e clama?
Então, o eco me disse:
- Ama!
Amei.
- Como achar agora a alma simples que eu pus fora pelo prazer de buscá-la?
O eco, então, me disse:
- Cala!
Calei-me.
E ele, então, calou-se."
Nunca a vida foi tão doce...
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