segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Lutar, Cantar, Amar e Calar...

Ama, quieto e em sillêncio.
É tão medroso o amor, que um gesto o esfria e a voz o gela.
Não. O amor não é medroso.
O poeta brinca apenas com a vulnerabilidade do sentidos ao emprestar "O eco" à vida:

"Perguntei á minha vida:
- Como achar a apetecida felicidade absoluta?
E um eco me disse:
- Luta!

Lutei.
- Como hei de a esta pena dar cadência serena que suaviza, embala e encanta?
O eco, então me disse:
- Canta!

Cantei.
- Mas, como, num verso, resumir todo universo que em mim vibra, esplende e clama?
Então, o eco me disse:
- Ama!

Amei.
- Como achar agora a alma simples que eu pus fora pelo prazer de buscá-la?
O eco, então, me disse:
- Cala!

Calei-me.
E ele, então, calou-se."

Nunca a vida foi tão doce...

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